domingo, 6 de julho de 2014

Eu vejo



Eu vejo sua dor
Seus esforços. Seu calor.
Vejo seus dias. Suas noites.



Vejo o tamanho de suas escolhas.
Como de uma árvore vejo as folhas.
Vejo tanta busca. Tanta verdade.
Vejo o tronco que ao vento resiste.
Vejo o amor que dentro de você existe.
E a cada dia, mas te amo.
Mais te quero.
Mais te sou.

Aldo Novak
http://rascunhosdotempo.blogspot.com.br
Membro da Academia Guarulhense de Letras

sexta-feira, 21 de março de 2014

Longe, mas perto

O voo avança pelo mapa da vida
Tendo como bússola seu sorriso.
Sua voz.
Nossos sonhos.


Um mar de nuvens
Me separa de seus beijos.
Te separa de
Minhas pouco comportadas mãos.
Carrego em meus braços as
Memórias
De seu mais que delicioso torso
Saboroso pescoço
Doce e mais que sensível rosto
E nos mais de 30 mil pés
que do solo me separam
Só penso nos seus
E nos nossos perdidamente juntos
Corações.
Nos beijos sensíveis e sagrados
Ou profanos e apimentados
Quero ser seu romance amado.
Seu amigo. Enamorado.
Seu amor.

E seu pecado.


Aldo Novak
http://rascunhosdotempo.blogspot.com.br
Membro da Academia Guarulhense de Letras

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Jardineiro de Diamantes

Não há como acertar sempre
Como garantir sempre
Ter sorte sempre

Mas há algo mais importante:
Tentar.

Podemos tentar sempre.

Porque se não acertamos sempre,
podemos tentar novamente.

Tentamos sempre.

Porque se não há garantias sempre,
podemos tentar novamente.

Tentamos sempre.

Porque se não temos sorte sempre,
podemos tentar novamente.

Tentamos sempre.

Um encontro, mesmo quando é o mais perfeito precisa do cuidado dos olhar. Do tempo. Da vida.

Um encontro de dois corações é como um diamante bruto. Tem todo o brilho potencial, mas exige os cuidados que tornarão este brilho real.















Como o cuidado de um jardineiro, que rega a flor mesmo quando ninguém ainda enxerga suas cores.


Cabe a nós sermos jardineiros de diamantes.
Jardineiros de vida.
Jardineiros do amor.



Aldo Novak
Membro da Academia Guarulhense de Letras

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Minha Rainha

O que sinto não é real
É feitiço
É perdição
É desejo sem limites
Encantamento
E emoção

É pensar que era a ti
Meu amor na multidão
Que esperava conhecer
E de pronto te entregar
De uma vez, de uma só vez
Meu amor, meu coração.

É loucura
Não é real
É razão. Intuição.
Não devia ser assim
Ao menos num mundo são.
Tão rápido. Tão intenso.
Como um raio e um trovão.

Quer saber?
Pois não importa!
Se não é real
Tornar nós vamos
Me dá sua mão
Te roubo inteira
Quero sonhar
Viver e amar
E te beijar desde a nuca
Corpo desnudo
Ao calcanhar
Beijar teus olhos
E aos cabelos
Surfar meus dedos
Te carinhar
Por tua boca
Morder de amor
E me entregar
E te abusar
E te prender
E te soltar
E tua pele na minha mão
Vou conhecer
Vou deslizar
Menina linda
Me dá seu dorso
E esse pescoço
Pra eu amar
E esse seu rosto
Que só merece
O meu calor
O meu beijar
Suaves toques
De lábio a lábio,
E essa alma
Doce e sagrada
Que minha alma vai partilhar
E teus abraços
Pecados laços
Que nos agarram
Vou sequestrar
Não me importa
Não me interessa
Quanto tempo isso vai levar
Só o que importa é te ter junto
Pra todo o sempre
E só te amar


Aldo Novak
Membro da Academia Guarulhense de Letras

(c) 2008-2013 todos os direitos reservados.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Espelho d’água

Espelho d’água, que ao céu reflete
Todo o seu medo e esperança
Espelho d’água por ti derrama
Na pele corre e por ela avança



Lágrimas doces de tanta mágoa
Lágrimas lentas
Dores silentes
Seus olhos são como espelhos d’água
Olhos que choram
Olhos videntes

Neles eu vivo
Neles eu morro
Por eles mato as dores latentes
Beijo teus olhos
‘Inda que longe
Pois a eles amo
Mesmo que ausentes


Aldo Novak
Membro da Academia Guarulhense de Letras

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Jaula Livre

Nascido livre -
ou numa jaula.
Vivendo bem -
ou numa vala
Isso não importa.
Isso não me cala.

Navego solto
enfrento o douto,
Rasgo bandeiras
Vingo a mortalha.

Na terra viva
Tapete verde
Com água azul
Meditativa


No céu que brilha
Pérolas brancas
Lar para deuses
Lar da partilha

Grades não me calam,
Calos não me doem.
Chuvas não me param
Dores me constroem

Por onde passo
Abro o caminho
Em terra seca
ou ribeirinho

Navalho a estrada
Marcando a entrada
Poupando ao próximo
A caminhada

Retalho nuvens
Singro as areias
Caminho em mares
Construo altares

Posto que sou,
Mais do que fui
E que serei
Mais do que sou.




Aldo Novak
Membro Academia Guarulhense de Letras


(c) todos os direitos reservados.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Acredito em você

Não acredito no que a maioria acredita.
Nem deixo de acreditar em algo porque a maioria não o faz.
Acredito no que quero acreditar.
Só isso.
Sabe qual uma das únicas coisas em que realmente acredito?
Acredito em você.




Não acredito que o futuro seja igual ao passado.
Nem me importa que não possa prever o que acontecerá.
Porque quero acreditar em você.
Erros?
Não acredito neles.
Foram meus erros que me colocaram diante de você.
E os seus que te colocaram diante de mim.
Nossos erros foram os mais acertados que existiram.
Não acredito no passado de que me lembro.
São apenas memórias.
Bolhas de informação eletromagnéticas.
Só isso. E essas lembranças mudarão com o tempo.
Por isso não acredito nelas.
Mas acredito em você.
E isso basta pra mim.
Porque gosto de acreditar no improvável.
Por isso acredito, também, em nós.
E nesse sonho durmo mais calmo.
Feliz.
Afável.

Aldo Novak
Membro da Academia Guarulhense de Letras


(c) 2008-2013 todos os direitos reservados.

domingo, 9 de junho de 2013

Resgate

Quanto é o resgate?
Eu pago.
Eu vago por um mundo perdido.
Sem você, sem sentido
Dói viver longe.
Casto, como um monge.
Louco, como um desgovernado bonde.
Uma pedra rolando montanha abaixo.
Sem saber onde me encaixo.
Por caminhos tortuosos
Pesadelos monstruosos.
Nos quais você não existe.
Ainda assim, meu amor resiste.
Mesmo quando acordo e vejo, triste
Que você não está ao meu lado
Você com quem deveria estar abraçado
Está distante
Sequestrada por medos errantes
Falsas seguranças, falsos diamantes.
Por isso, pergunto: quanto é o resgate?
Eu pago.
Para não viver em um mundo perdido.
Sem você, sem sentido.
Pago o resgate, ou morro tentando.


Aldo Novak
Membro da Academia Guarulhense de Letras


(c) 2008-2013 todos os direitos reservados.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Você é a razão

Por que eu não te esqueço?
Não parece que eu me encaixe em nenhum outro lugar. As mulheres que conheço parecem apenas um rascunho seu. Algumas vezes até lindas por fora, e nada por dentro.
Passo horas olhando suas fotos. Seu sorriso que esconde dores e amores, sonhos e vontades. As lágrimas que correm por seu rosto quando ninguém olha. Será que molham o teclado? O travesseiro? Os corações?
Você é minha maior incógnita. Você é tudo o que vejo. Tudo o que sinto.
Por que não te esqueço?
Porque se por outras me animo, por você me inflamo.
Porque para cuidar pela vida é por você que clamo.
Porque nas noites que vivo, é ao seu nome que chamo.
É por você que esses rascunhos escrevo, rabisco, declamo
No fundo, não te esqueço, simplesmente porque

Você é aquela que me completa, desafia e a quem amo.



Aldo Novak
Membro da Academia Guarulhense de Letras

(c) 2008-2013 todos os direitos reservados.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Seu Olhar


Há pessoas que olham as mesmas cenas
Os mesmos rostos;
As mesmas lágrimas;
Mas enxergam o que ninguém mais enxerga.

Se a cena tem pouca iluminação
Abrem o diafragma
Diminuem a velocidade
Ou apenas aguardam a volta do Sol
Se a vida está obscura, também.
Vão devagar, mas não param.


Essas pessoas – essas raras pessoas
Trocam o filtro e mudam as cores de seus dias
Sentem beleza nos sorrisos alheios
Conforto nas rugas de felicidade
Esperança no contínuo nascer do Sol

Sofrem mais que os outros
Porque buscam o ideal
Se a imagem não é a certa
E a vida não segue viva
Seu dia é um temporal
Sua dor é visceral

Por isso são especiais
E, no fundo, muito diferentes.
Acham-se um pouco estranhas
Um tanto fantasiosas ou,
talvez – pensem – incoerentes.
Para alguns, talvez sejam bobas.
Para outros, até indecentes.

Mas assim são.
Olham o que todo mundo olha
E veem o que ninguém mais vê
Há nelas um desconforto
Um delicioso desconforto
Em sua infinita busca da próxima imagem
Da construção de uma vida que tenha mensagem
No retoque humano da mais bela paisagem
Por uma alma como esta, vale a pena viver.
E, se preciso for,
Vale a pena morrer.

Você tem este olhar.


Aldo Novak
Membro da Academia Guarulhense de Letras
Aproveite e leia este e outros textos, publicados anteriormente, visitando o blog Rascunhos do Tempo.